segunda-feira, 7 de outubro de 2013

SINAIS VITAIS





Define-se sinais vitais como sendo as principais manifestações fisiológicas do organismo humano, conferindo o bom funcionamento dos sistemas do corpo. Suas variações poderão indicar enfermidades. São eles: pulso, pressão arterial, temperatura e respiração.


Temperatura

Temperatura corporal é a diferença entre a quantidade de calor produzido pelos processos corporais e a quantidade de calor perdida para o ambiente esterno.

A TEMPERATURA EM SERES HUMANOS

            De 36º a 37ºC afebril
            De 37,5º a 37,8º estado febril ,
            De 38º a 38,9ºC febre,
            De 39º a 40ºC pirexia,
            Acima de 40ºC hiperpirexia.

Hipertermia – de 38º a 40ºC.
Hipotermia – temperatura abaixo de 35º.

A FLUTUAÇÃO DA TEMPERATURA É ACEITÁVEL,
            Temperatura bucal de 36,2º a 37ºC,
            Retal  de 36,4º a 37,5ºC,
            Axilar de 36º a 36,8ºC,
            Ignal de 36º a 36,8º.

Local da verificação é um fator que determina se o paciente está ou não febril, o local mais fidedigno e confiável é o da artéria pulmonar (cateter de sawn ganz) oferece leitura do sangue misto.

 Princípios da regulação
A manutenção da temperatura depende de fatores fisiológicos e corporais, ela deve ser mantida constante e dentro de uma faixa normal, é uma relação entre a produção e a perda de calor.

Mecanismo regulador
Cardiovascular.
Neurológico.
O hipotálamo controla a temperatura corporal, o hipotálamo anterior controla a perda de calor, e o posterior a produção de calor.


Mecanismo de perda de calor.
Sudorese
Vaso dilatação sanguínea.

Mecanismo de ganho de calor, ou diminuição da perda.
Vaso constrição
Contração do músculo voluntário.
Tremor


Produção de calor
O calor é produzido no corpo mediante o processo de oxidação metabólica (atividade física – gasto de energia).

Perda de calor
            Radiação (é a transferência do calor de uma superfície de um objeto para a superfície de outro sem o contato real), o sangue flui dos órgãos centrais levando calor para pele e vasos sanguíneos.
            Condução(transferência do calor por contato direto) – o uso de bolsa de gelo.
            Convecção(é a transferência do calor para longe do corpo por movimentação do ar) – ventilador e
            evaporação (transferência da energia do calos quando o liquido é transformado em gás), diariamente perdemos de 600 a 900ml pela pele e pulmões – perda insensível.

Fatores que afetam a temperatura corporal – idade, exercícios físicos, nível hormonal, ritmo cardíaco, stress e ambiente.

Febre – É uma síndrome, apresenta um conjunto de sinais e sintomas, a manifestação clinica é determinada hipertermia.
Sintomas –
1º fase – tremores, calafrios e sente-se fria.
2º fae – temperatura maior, sem calafrios, a pessoa sente quente e seca.
3º fase – inicia-se as respostas de perda de calor, a pele se torna quente e ruborizada (vasodilatação).

Aumento da frequência cardíaca é uma resposta fisiológica do corpo pelo gasto metabólico dos tecidos.

Classificação da febre
Febre constante – hipertermia diária com variações de 1ºC. Ex: Sepsemia, febre tifoide.
Febre recorrente – Períodos de apirexia (semanas dias) intercalados com crises febris.
Febre intermitente - Períodos de crises febris (dias/horas) intercalados com apirexia s. Ex: Malária (de 2 em 2dias).
Febre remitente – hipertermia diária, Ex: Tuberculose, SIDA.

Internação – exposição prolongada ao sol, ou ambientes com sobrecargas de calor.
O calor deprime a função hipotalâmica, a vitima não transpira.
Sinais e sintomas – tonteira, confusão, delírio, sede, náuseas, câimbras, distúrbios visuais, pele quente e seca. Temperatura superior a 40,5º produz lesão em células e órgãos. Se o paciente se tornar inconsciente com pupilas fixas a lesão neurológica permanente.


Hipotermia – Perda de calor durante cirurgia.
Pacientes idosos
Sepse

 Hipertermia, pós-operatório sob o efeito de anestésico,
Sepse
Reações alérgicas

Cuidados de enfermagem no controla da temperatura corporal.
1-        Locais mais indicados : boca, reto e axilas.
2-        A retal é a mais fidedigna.
3-        Idosos tem reações mais lentas, crianças mais rápidas.
4-        Tempo de aferição : 7 a 10 min. na axilar.
5-        Em pacientes com queimaduras no tórax,. Fraturas nos membros superiores e furúnculos na região axilar, usar temperatura oral(ingestão de alimentos),
6-        Com hipertermia – banho com água resfriada, retirar cobertores, compressas de água gelada na região ignal e axilar, ante pirético.
7-        Com hipotermia – Aquecer, liquido quente.


Pulso

Reflete o funcionamento do sistema circulatório.
Pode ser verificado em vários locais do corpo.


FISIOLOGIA DO PULSO



O coração é um músculo involuntário e inervado pelo sistema nervoso autônomo.
Os nervos simpáticos aceleram as contrações e os parassimpáticos as diminuem.

Aproximadamente 60 a 70 ml de sangue (volume sistólico) entram na aorta a cada contração ventricular.


Em cada ejeção do débito cardíaco, as paredes da aorta distendem-se, criando uma onda de pulso que viaja rapidamente na direção das terminações distais das artérias.
Quando a onda de pulso alcança a artéria periférica, ela pode ser sentida pela palpação suave da artéria contra o osso ou músculo subjacente.

Medimos em BPM

Débito cardíaco é o produto da frequência cardíaca e do volume sistólico do ventrículo.

MÉDIA NORMAL DO PULSO

            Lactentes: 110 a 130 bpm;
            Idade inferior a 7 anos: 80 a 120 bpm;
            Idade superior a 7 anos: 70 a 90 bpm;
            Puberdade: 80 a 85 bpm;
            Homem: 60 a 70 bpm;
            Mulher: 65 a 80 bpm.

Áreas de verificação do pulso:

1.         Temporal;
2.         Carotídea;----agravo clinico
3.         Apical;-----lactentes, crianças, ou quando a impossibilidade de se utilizar a radial
4.         Braquial;
5.         Radial;---- escolha
6.         Ulnar;
7.         Femoral;
8.         Poplítea;
9.         Tibial;
10.      Pediosa.

Na vida real as artérias de escolha são: radial e carotídea.
Características do pulso:

1.         Frequências:
Variações de frequência---- taquicardia (acima de 100bpm)
                                       ----- bradicardia (abaixo de 60bpm)

2.         Ritmo:
Intervalo regular entre um batimento cardíaco é conhecido como pulso regular ou como pulso irregular.

Quando ocorre uma contração ineficiente do coração, que falha em transmitir a onda de pulso para o local periférico, cria um déficit de pulso.

Para analisar o déficit de pulso devemos diminuir a frequência apical da radial.

3.         Amplitude:
Reflete o volume de sangue ejetado contra a parede das artérias a cada contração cardíaca, bem como a condição do sistema vascular arterial que conduz ao local do pulso.

4.         Igualdade:
É a comparação entre os pulsos periféricos.

Cuidados de enfermagem na verificação do pulso

1.         Preparar o cliente emocionalmente;
2.         Preparar o material;
3.         Lavar as mãos;
4.         O cliente é posicionado deitado, sentado, ou semissentado, mantendo o braço confortável.
5.         Usar as pontas de dois dos dedos da mão sobre a artéria radial, fazendo ligeira pressão.
6.         Observar o relógio e contar durante 1 minuto.
7.         Quando o paciente apresenta pulso regular é possível verificar por 30 segundos e  multiplicar por dois.

Pressão arterial


A pressão arterial é a força lateral sobre as paredes de uma artéria, exercida pelo sangue pulsando devido à pressão do coração.
O pico de pressão máxima, quando a ejeção acontece, é a pressão arterial sistólica. Quando o ventrículo relaxa, o sangue que permanece nas artérias exerce uma pressão mínima, é a pressão.
A unidade padrão é mmHg = a altura que a pressão arterial pode elevar uma coluna de mercúrio.
A diferença da pressão sistólica da diastólica é a pressão de pulso. Valor normal é em torno de 40mmHg.

Valores normais  
            Pressão sistólica: entre 90 e 140 mmHg
            Pressão diastólica: entre 60 e 90 mmHg.

Termos corretos
            Normotenso: pressão arterial normal
            Hipertenso: acima dos valores normais
            Hipotenso: abaixo dos valores normais

Fisiologia da pressão arterial
A pressão arterial reflete as inter-relações do débito cardíaco, resistência vascular periférica, volume sanguíneo, viscosidade sanguínea e da elasticidade da artéria.
Na medida que aumenta o débito cardíaco mais sangue é bombeado contra as paredes arteriais fazendo com que a pressão arterial se eleve.
O debito cardíaco pode aumentar como resultado de uma elevação da frequência cardíaca, da maior contratilidade do músculo cardíaco ou aumento do volume sanguíneo.

Cuidados de enfermagem no exame da pressão arterial
A medida pode ser feita de forma direta e indireta, o método direto requer procedimento invasivo, um cateter e equipamentos de monitorização eletrônica, o método indireto ou não invasivo é mais comum, necessita de uso de esfigmomanômetro e estetoscópio. O enfermeiro verifica a pressão arterial indiretamente pela ausculta ou palpação.

Técnica de verificação
O esfigmomanômetro é composto por um manômetro de pressão (aneroides e de mercúrio), um manguito oclusivo (tecido ou vinil) que possui no seu interior uma bexiga de borracha inflável e uma pêra de pressão co uma válvula de liberação para inflar o manguito. O tamanho utilizado e proporcional a circunferência do membro.
Durante a verificação observar:
- Examinar fatores que influenciam a pressão arterial.
- Evitar aplicar o manguito sobre o braço que estiver com o cateter endovenoso e líquidos sendo infundidos.
- O cliente deve ser mantido deitado ou sentado e o braço ao nível do coração.
- A artéria braquial deve ser palpada e o diafragma do estetoscópio deve ser posicionado sobre a artéria . O manguito fica 2,5 cm acima do local da palpação.

Respiração



O sistema respiratório é responsável pela troca de oxigênio e gás carbônico entre a atmosfera e o sangue circulante.
Ventilação é o movimento dos gases para dentro e fora dos pulmões.
Difusão é o movimento do oxigênio e dióxido de carbono entre os alvéolos e as células vermelhas do sangue.

Controle fisiológico
O controle é feito pelos níveis de concentração de CO² no sangue.

Exame das respirações
A medida exige observação e palpação do movimento da parede torácica.

Frequência  respiratória
O enfermeiro deve observar a inspiração e expiração completas quando conta a ventilação e a frequência respiratória.
O valor normal em adultos é entre 12 a 20 incursões respiratórias por minuto.

Profundidade da respiração.
O enfermeiro observa se os movimentos respiratórios são profundos, normais ou superficiais. As principais alterações respiratórias são:
            BRADIPNEIA: a frequência da respiração é regular, mas anormalmente lenta, menor que 12 rpm.
            TAQUIPNEIA: a frequência da respiração é regular, mas anormalmente rápida, maior que 20 rpm.
            APNEIA: As respirações cessam por vários segundos.
            HIPERVENTILAÇÃO:  a frequência e a profundidade das respirações aumentam.
            HIPOVENTILAÇÃO:  a frequência e a profundidade das respirações diminuem.
            RESPIRAÇÃO DE CHEYNE-STONE: a frequência e a profundidade respiratória são irregulares, caracterizadas por períodos alternados de apneia e hiperventilação. O ciclo respiratório inicia-se com respirações lentas e superficiais, que, gradualmente, aumentam para frequência e profundidade anormais. O padrão reverte, a respiração torna-se lenta e superficial, atingindo o Máximo a apneia antes  de a respiração retornar.
            RESPIRAÇÃO DE KUSSMAUL: as respirações são anormalmente profundas, regulares e aumentadas em frequência.
            RESPIRAÇÃO DE BIOT: as respirações são anormalmente lentas por duas a três respirações, seguidas por um período irregular da apneia.
Cuidados de enfermagem
O cliente deve estar calmo. È importante que não perceba a verificação. Registrar por 1 minuto completo.

Método


  1. Deitar o paciente ou sentá-lo com apoio dos pés;
  2. Observar os movimentos de abaixamento e elevação do tórax. Os movimentos de  (inspiração e expiração) somam m movimento respiratório;
  3. Colocar os movimentos respiratórios durante um minuto e
  4. Anotar.
Observações
Não permitir que o paciente fale durante a verificação.
Não contar a respiração logo após esforços do paciente.




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